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HomeAprendizMar 24, 2007

Não nasce assim meio no vácuo
Ou por um mero e simples acaso
Há que se dar o primeiro passo...

Para que exista o ato de fato!

Até a semente que se esparramou
É um processo a dançar no compasso
Foi alguém ao ouvir o seu interior...

Que burila, cuida, trabalha, garimpa

Inflama sua chama como o criador
E as letras, traços, rabiscos, telas
Palavras, cores, sons, imagens...

Vão dando forma e sentido

Tudo conspira, inspira e pira a favor
É a pujança da arte a mostrar seu valor
Como no jardim semeado cresce a flor

O jardineiro vislumbra a planta, rega e poda...

Também o artista da vida a tudo organiza
No fascinante mundo que se descortina...
Ele é intérprete, célula mãe e pai da emoção

Depois... Do terreno fecundo do silêncio...

Aparece o que estava oculto em embrião
Só o olhar esperto e aguçado da percepção
É capaz de sentir, entender esse mistério

Por vezes tão simples e noutros complexo

Esse ritual meio mágico se dá em tudo...
E explica sem complicação o “inexplicável”
Mas deixemos espaço para o imponderável...

Que o poeta depois versa com sua explanação.

Hildebrando Menezes
Nota: Poema dedicado a Enise Barros

http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3247992
Poema e Vídeo dedicados à Enise Barros
http://youtu.be/p5f1SZ1rCFM




Quisera eu pudesse escolher
E visitar o céu, questionar seu chão
Ver os sinais vindos, os anjos perdidos
Nesse mundo de tamanha ilusão

Bem daqui onde sobrevivem preconceitos
A derramar lágrimas de sangue rarefeitas
Onde o próprio Einstein já proferia
Que era mais fácil desintegrar o átomo...

Daria flores a todo instante
Seria uma fada delinqüente
Mas a sabedoria de um ser divino
Fez-me apenas mulher, simples / Gente

Perfumarias o solo fecundando o ar
Com tua sacrossanta delinqüência
No pecado sublime de tua fragrância
Na simplicidade elegante da fêmea

Poria estrelas em toda a calçada
Pisaria em armas, deixaria tudo a pó
E em ruas de calda derramada
Lindas canções viriam em trenó

Ladrilhando os meus caminhos
Desarmaria todos os nós da guerra
Afixando na alma do homem a PAZ
Como bem o fez aquele Santo Menino

E nas crianças apenas sorrisos
Cheias de bem, de pão, de amor
Pulariam, jogando pó de bênçãos
Em todos os seres, de qualquer cor

Instalaria de vez o riso estampado
Desfilando nessas bocas abençoadas
O hálito puro da mais bela esperança
Cessando a dessemelhança na igualdade

Nada de fome ou de covardia
Ciclos inteiros de puro saltar
Mulheres lindas gerando vida
Homens emocionados a chorar

Ventres livres entoando a Justiça
Saltitando em inebriante alegria
Culto à beleza e suas delicadezas
Despertando no mundo sua energia

E amigos seriam pra sempre
Sem verbo nenhum de partida
Mudariam sua alma, pr’alma da gente
Cumplicidade, entrega, calmaria
Poderia existir maior e melhor magia?
Que esta dos fragmentos enfraquecidos
Tornarem-se amalgamados em ser uno!
Reunindo na humana exemplar espécie

E amores limpos, a dedo escolhido
Na imensidão de serem perfeitos
Uniriam emoção com sentidos
Numa equação divina no peito

Já ouço esse teu hino de todos seletivo
A entoar seu cântico em meus ouvidos
Qual sinfonia cósmica a me enternecer
Direcionando um fulcro de harmonia

Mas ainda acredito num outro final
No igual, na verdade, no irmão
Na pura crença de um mundo real
Sigo buscando, em oração

Teus versos lançados aos céus
Ouso captar, dialogar e espelhar
Refleti-los rumo aos olhos teus
Para ver como é sublime amar

Mas é preciso acordar para essa tal vida
Chega de só querer ar / sobreviver
É dar a mão, a verdade, a acolhida
E no outro, no amor / renascer

Foi o que fizeste assim comigo...
Ao me trazer sensitivas palavras
Senti o pulsar das possibilidades
De fazer desta vida... A felicidade!

Duo: Ká Santos e Hildebrando Menezes
Poetas do Amor e da Paz
Referência: http://silviamota.ning.com/profiles/blogs/sobrevivendo-ao-imposs-vel
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3301418
http://silviamota.ning.com/group/hildebrando-menezes-em-duetos/forum/topics/sobrevivendo-ao-imposs-vel
Veja o poema em vídeo:
SOBREVIVENDO AO IMPOSSÍVEL - Duo: Ká Santos e Hildebrando Menezes - Poetas do Amor e da Paz
http://www.youtube.com/watch?v=ALmecZ2WnpA



Empurra a porta, meu bem,
busca recanto obscuro;
que não se veja a ninguém,
que só nos ouça o escuro!

Entrei! Por querer-te também
Queria mesmo esse ungüento
Ávido de um “certo alguém”...
Sabes assim que não agüento!

Que fechem olhos do gueto,
que não se escute o alarido;
em sinfonia, prometo,
serás amor em gemido!

Ah! Assim eu logo piro
Entre sussurros calados
Cheiro leve e suspiro
Essa pele tão perfumada

Abraça... Aperta... Me esfrega,
não peças, nunca, só toma;
vira-me – bruto – navega,
arrocha mais a redoma!

Preferes o amor selvagem?
Coxas famintas servidas no prato
Olha vou engatar a libidinagem
Sacio logo essa tua fome no ato!

Que rapidez o teu sexo,
é um vendaval – desatina!
Mostra-se a mim, circunflexo,
revitaliza-me a sina!

Sou mesmo todo intrépido
Não segura aí o teu orgasmo
Da mais fina arte nascido
Degusta meu viril espasmo

Ensarta a lança, que em riste,
veeiro firme é agressor;
neste portal, leite alpiste,
prega-me os braços em dor!

Encadeio a flecha no alvo
Certeiro na busca do amor
Será que assim serei salvo
Desse solfejo arrebatador

És meu furor, sou-te esboço,
singro por mares e espumo;
num beijo doce ao pescoço,
rebolas dorso – és consumo!

Deixas-me em completo torpor
Navego no corpo os abraços
A alma sente enorme calor
Afagos a tirar teus cansaços

E, no arrebol destas ancas,
brincas na ponta da língua;
se a cada parte me espancas,
a minha força se míngua!

Mergulho seco em teu seio
Para lamber-te em fatia
Parando bem ali no meio
Fonte... Seiva de empatia

Entrego-me toda e tão pura,
mordes-me a carne dourada;
Minha lambida será tua cura
Para engolir-te em seguida

Quase estremeço, em tortura,
num gosto amora, enlevada!
Ato e desato nessa fartura
Premio a quem é tão amada

Teso, bem firme, abusado,
abusa a fenda roliça;
e fica, assim, cavalado,
a provocar-me a nabiça!

Sou por ti assim inspirado
Cavalgo e te entrelaço
Como imã fico acoplado
Assim copulo meu laço

Ouvido mouco aos meus ais,
persegue o gozo, latente;
se grito e grito: - Não mais!
não pares, vai... sou candente!

Percebo tua força indolente
E irei aportar no teu cais...
A minha nau imponente
Até você gemer e pedir mais

Difícil, vem, animal,
quero-te insano, abissal;
sou-te telúrica e anal,
sei-me tão bem - nada igual!

Que dirá o diário de bordo
Para essa loucura labial
Nesse ritmo eu transbordo
Bordará a aureola boreal?

Embocas-me em fantasia
e no antro santo és pagão;
desnudo-me, à revelia,
em show de manha e tesão!

O que esperavas desse tição
Com teu lampejo que inebria
Se me atiças a imaginação...
Fervilho a paixão que vicia

O nosso fogo é fecundo,
olha meu céu aos espelhos:
faísca a jóia do mundo
nos verdes olhos vermelhos!

Nem sei de onde sou oriundo
Apenas esboço e encolho
Quero ir ao gosto profundo
Para onde olho e te acolho

Rebolo... Ah! Que te embolo
e se te enrolo, em ti rolo;
a tiracolo te colo,
num ato solo, te assolo!

Aprecio o duo e o grelho
Arrolo teus versos no prelo
Na prosa sei o que espelho
A labareda derrete esse gelo

Deleite em gozo indomável,
és-me entre júbilo e dor;
derramas leite inefável
nesta caverna do amor!

Exploro a tua gruta astuta
Jorro ali o líquido indolor
Implorando a tua escuta
É meu jeito de te dar valor

Que lento, agora, é teu corpo,
em meu talento ressoas!
Que lento, agora, é meu corpo,
nesta prisão, só tu voas!

Cheguei ao ocaso, não por acaso
Hei de renascer mais intenso
Não sou fera ferida de casos
Proponho reacender o incenso

Aperto as coxas, fremente,
quero perder-me a este gozo;
quero comer-te anuente,
tão quente, assaz, tão gostoso!

Estou entregue e demente
Sou teu suculento alimento
Pronto ao embate fremente
Envolto em cada momento

Repousa em mim teu cansaço,
molhado, assim, do meu cio;
refaço-te, enfim, ao regaço,
que a versejar silencio!

Odisséia de beijos e abraços
Eu que era córrego... Virei rio
Um náufrago nos teus braços
De fio a pavio em mar bravio

Peço-te, amor, nesta hora,
que não te vás do meu riso;
mas, se te fores embora,
diz que me adoras... Preciso!

Como hei então negar se imploras
Está bem claro que tanto te adoro
E direi isso aqui e também lá fora
Mas, por favor, veja se não chora

Porque agora... Vou mesmo embora!

Duo: Silvia Mota e Hildebrando Menezes

http://www.recantodasletras.com.br/cordel/3262301
http://silviamota.ning.com/profiles/blogs/fa-o-te-amor
Veja o poema em vídeo:
Faço-te amor! - Duo: Silvia Mota e Hildebrando Menezes - Poetas do Amor e da Paz
http://www.youtube.com/watch?v=wq8h0WDRFZ0



Sou fêmea sacrossanta, a flor mais perfumada
e a primavera em mim desfaz qualquer degredo.
Renasço ao teu fervor, sou canto em passarada
a revoar sem dor as uvas de um vinhedo.

Sou da espécie animal... Projeto de homem
Com as narinas, do bem e do mal, apuradas
Não sou apenas um mero produtor de sêmen
Protagonizo e rabisco versos à minha amada

A minha essência estrela é bela e aveludada,
reluz por toda a luz - do céu guarda o segredo.
Chopin Tristesse em mim refaz em namorada
um sem igual de amor, ao qual sorrindo cedo.

É para ti mulher... Que compus o meu Noturno
Em suaves notas bem pausadas e compassadas
Do fundo da minha alma eu as assopro ao piano
Vindo aqui meio aos meus tropeços apressados

No verso que soletra a boca em tom lascivo
mergulho meu desejo e sorvo o sentimento.
Que banho sensual - sentir tão abusivo!

Da sensitiva languidez que de ti se desprende
Abro os olhos fascinados fitos em teu semblante
Os meus lábios te degustam e aos teus se prende
Beijo sonhado e transmutado no ser transcendente

Outono em teu abraço é sonho e poesia,
sussurro ritmado, alcanço meu intento.
Das letras, meu prazer - és macho-fantasia!

Vieste lá dos céus a compor as flores primaveris
Toda a terra úmida arde e cheira fecunda em festa
E me despes o outono em pétalas sutis e pueris
É a força mais viril do amor que aqui se manifesta.

Duo: Sílvia Mota a e Hildebrando Menezes - Poetas do Amor e da Paz

http://silviamota.ning.com/group/hildebrando-menezes-em-duetos/forum/topics/primavera-em-mim-outono
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3262715
Veja o poema em vídeo:
Primavera em mim Outono - Duo: Sílvia Mota e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=cAEqfnEkpb8

Este duo foi fecundado no ventre da “Cópula de alma em flor” (vídeo-poema anterior) e que resultou neste seu filhote aqui, em ritmo de violão gostoso de ouvirmos, como também o seria se fosse ao piano na “Tristesse de Chopin”, sempre como resultado da leitura sensível e artística que só Enise sabe emprestar e compor às suas obras poéticas. Espero que apreciem e comentem.



Meu dorso encurva e cai... Ecoa um grito...
Setembro acolhe em luz os meus apelos.
Relume dos meus olhos tom aflito,
enquanto o céu cavalga em meus cabelos.

És a rosa em pétala mais perfumada
Outubro chegou a jardinar segredos
Retira a aflição e a repõe remodelada
Vamos construir unidos... Novo enredo

Luxúria de ceder ao teu delito,
vermelhos os lençóis, não sei contê-los.
Meu dorso encurva e cai... ecoa um grito...
setembro acolhe em luz os meus apelos.

O amor é melhor que qualquer conflito
Olhe aí no espelho e acenda tua centelha
Teu rosto iluminado reluz e é bendito
E a tua pele aveludada não tem parelha

Do lábio em traço forte – um flash bonito
avoca meu desejo. Ouriçam pelos,
chacoalho minha língua e um som emito.

Os teus sussurros soam como música
Aos meus ouvidos para eles atentos...
Mulher poetisa... Sois intensa e lúdica

De mundo em mundo aberto sou-te mito,
teu estro expele grãos e sem temê-los
meu dorso encurva e cai... ecoa um grito...

Mergulhar no texto que tu soletras
É banhar-se em água pura e cristalina
Saciando a sede no orgasmo de letras.

Duo: Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz e Hildebrando Menezes
http://silviamota.ning.com/group/hildebrando-menezes-em-duetos/forum/topics/c-pula-de-alma-em-flor
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3262722
Cópula de alma em flor - Duo: Sílvia Mota e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=iJa5Dj7c1PE
Aqui se vê, constata e se pode sentir pulsar a primavera em todo seu esplendor e encanto. Compor duetos com Silvia Mota, além de prazeroso, é sempre uma aprendizagem completa, perfeita e repleta de poesia, musicalidade e intensa magia que depois Enise vem e colore com sua arte sensível e magnífica. Não é vero?! Confira e opine deixando o perfume das tuas palavras para que esse momento lúdico se esparrame pelos jardins mundo a fora. Hilde




Notehttp://www.youtube.com/watch?v=I2EB_1PPRrMOct 13, '11 3:41 PM
for everyone

VideoOct 10, '11 6:44 PM
for everyone
A parede dos meus pensamentos
Tem a cor que quero dar...
É dela que extraio as nuances dos sentimentos.

Sei que esse é o caminho a percorrer
Peito erguido sem se deixar abater
Reflito e escrevo a cada momento

A parede dos meus pensamentos
Quando obscura, me faz sentir, medos, inibição
Indecisão, preocupação, pinto de preta minha emoção.

Mas, logo me reergo e recomponho
Escolho pelo olho as melhores cores
E dou um novo traço aos embaraços

A parede de meus pensamentos
Quando em nuances coloridas...
É como pomada nas minhas feridas

Bálsamo que me revigora a inspiração
Que me enche de coragem, determinação,
Fico envolta de entusiasmo, amor e satisfação

Assim reconstruo, poeto e bordo o meu mundo
Pitadas de intensidade em mergulho profundo
E mesmo no maior sofrimento...

Controlo e freio os meus lamentos
Estampo na cara o melhor dos sorrisos
Com pinceis e tintas sei colorir meu paraíso

A parede de meus pensamentos
Tem a cor que quero dar...
Às minhas emoções, aos meus sentimentos.


Duo: Lufague e Hilde
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3257713
As nuances dos meus, dos teus pensamentos, como dos sentimentos, receberam aqui a tonalidade que transbordou da alma das artistas que acolhi como um afago em meu coração deixando o meu dia, as minhas horas, musicadas em perfeita harmonia e sintonia com Enise e Lufague. E você? Conte aqui quais as tuas nuances? Quem sabe não nascerá uma nova poesia de tristeza ou de alegria... O importante é sentir e deixar fluir pelas tuas lágrimas ou em sorriso, pelas paredes que a tua alma sugerir.


NUANCES DOS PENSAMENTOS! - Duo: Lufague e Hilde
http://www.youtube.com/watch?v=bycRceLVGeA



NOSSO FLUXO!

* Tributo a Renato Russo

Só navegas em meu fluxo.
Há tempos. Neste fato inocente e absurdo
Para entender o poeta
Obscuro?

Vou ao teu embalo... No refluxo
Bem inocente ao passo descuidado
Como fazem os pretensos espertos...
Assim... No escuro!

Ao amar todos, sem que haja um futuro.
Será? Louca excitação pelo infinito... Uma viagem?
Só há um caminho para casa,
Selvagem!

É o segredo do presente astuto
Que se deslumbra como miragem
Que acasalo como fera
Vamos nesse rumo intrépido e resoluto

Agressivos monstros ilusórios e aflitos,
Que vivem a promover atritos.
Só navegas em meu fluxo.
Tão jovens!

A encontrar o seu destino em meio aos conflitos
Não será esse o destino tão bendito?
Já estou todo entregue ao teu influxo
A estes que me puxam

Casto que crucifica o caboclo... Peregrino.
Será legião! Quis mudar o decisivo.
Sou um grão de caco...

Será essa a minha sina... Viver de esgrima?
A rascunhar meus improvisos
Mascando tabaco e crendo no taco

Preciso amar os seres como se fossem
Exclusivos!
Porém, brigar pra quê?

Deixar de lado esse culto ao narciso
Andando a criar confusão na contra mão
Sem o abraço e o beijo que sonegas

Ao final de cada lágrima, ao medo do escuro... Já navegas!
Pelo sangue bruto já empeçonhado.
Haja luz!

Que destilas pelas veias entranhadas
Aquela réstia que nos cativa e seduz
É a força do espírito que trafega

Será? Há tempos... De dizer que só navegas
Em mim, pois não tenho o que querer... Delírio.
Dê-me um alívio... Vil antídoto!

Ah! Meu Deus até quando esse martírio?
Devolva-me a paz e tira-me dessa dor
Que te darei todo o meu amor!

Duo: Claudia Gama – PEAPAZ e Hildebrando Menezes
Veja o poema em vídeo:
NOSSO FLUXO! Duo: Claudia Gama - PEAPAZ e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=J0w3mZ19K0o&feature=colike
É de arrepiar até os cabelinhos dos pés... De onde estiver Renato Russo deve estar sorrindo com essa interpretação magnífica de seus versos, aqui representados pela maga Enise, artista maior dessa difícil arte de adequar a poesia às imagens e música do próprio homenageado... E a Claudia Gama poetisa sensível e fã incondicional do compositor que nos induziu ao duo e que me elevou e encheu a alma de prazeroso contentamento.




Muito difícil não se encantar com a delicadeza dos versos de Arletinha e neles querer se entrelaçar com a ousadia de um menino que busca o colo do infinito. Aqui o lirismo salta aos olhos a receber o revestimento mágico da maga Enise, que põe a sua bela alma tornando ainda mais irresistível a magia desse encanto. É uma viagem imperdível...

Rumo ao Infinito...

As ametistas foram extraídas das minas
Da cor dos ipês que desabrocharam.
O arquipélago saúda-nos

Luzes coloridas explodem no ar
Cheiro perfumado que sai do mar
A nos chamar a navegar...

Com suas águas cristalinas e vegetação de primavera.
Fechemos os olhos para que nada
nos ofusque.

Apenas sinta a vida a pulsar...
Pujante, intensa, tudo vindo a brotar
Época das ramas e das flores

São teus beijos frescas maçãs colhidas na manhã.
Tuas mãos de artista esculpem com maestria
meu corpo.

E como ele é sedoso e gostoso
Propício às melhores carícias
Ornadas nas delícias das noites enluaradas

Aproximas a luz com a energia de teu coração.
Tua essência é tecida de cores que não
desbotam.

No tear dos sentimentos à espera
O bordado que estava guardado...
Aguarda vestir com ternura sua amada

Um longo caminho percorreremos com a Vésper
A piscar-nos quando se aproxima a noite
E o cheiro dos jasmins-estrela circulam
pelo ar

Visão magnífica a se esparramar...
Lá do céu... Estrelas estão a guiar
As retinas embevecidas a contemplar
É o infinito... Do seu ventre a nos chamar!

Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes e Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3242523
Assista em vídeo:
Rumo ao Infinito... Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=jMKU1Nutv3I




Sou caça labiosa, gostosa, tentadora... Jugulo-me em caça e sou raça charmosa, sedosa, fogosa... Meu olhar confronta, afronta e meu cio confunde; meu corpo provoca e meu poema seduz; minha boca chama e afasta... Não sabes se meu não é meu sim. Se me pensas presa, solto-me; se me escorregas pego-te preso e teso, por inteiro, nas rimas do meu pecado.

Confundo-te todo, é parte do meu show...

Se tanto fujo do teu beijo é porque me quebro e requebro à troca de salivas... Não te sei beijar e deixar; se beijo, enveneno-me; se beijo, fico em ti... Por tal razão, mostro-te minha língua, esfolo-te a fantasia, mas permaneço solta a desafiar-te a prisão...

Confundo-te todo, é parte do meu show...

Ah! Mas se fores paciente, labioso, gostoso, tentador... de caça caço-te e faço-te charmoso, sedoso, fogoso, entrego-me com jeito ao teu beijo, rendo-me ao teu canto e transmuto em encanto... Confesso-te meus ais e dou-te as fendas todas do meu corpo, só por ouvir teu amor.

Não te sou tua em vulga paixão, pois minha sedução não é jogo barato de vou e não vou, de vem e não vem... É cio de fera em tesão, é deleite de fêmea em amor e paixão! Se me queres ter - enlouquecida - na redoma dos teus braços, preencha esse processo louco, pois de caça a caçadora serei conquista, que morre aos teus pés, que renasce aos teus beijos... e satisfaz teus desejos o tempo todo, indescritivelmente...

Aprenda a possuir-me... por amor...

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz


Sou caçador talentoso... Olho, vislumbro, espreito esperto... Miro no peito e acerto. Meu alvo é sempre o coração porque sou movido à paixão. Lambo os lábios à espera da presa indefesa?

Minha gula à jugular procura... Salivo meus lábios se o olhar é de soslaio... Aí é que aumenta a excitação pelo sim ou pelo não, vou até pela contramão com o fito objetivo de apanhar-lhe pelo sutiã, calcinha ou combinação... Tocando nas partes protuberantes que dançam ao toque da música portenha, em meus dedos ébrios, da melhor emoção, traço assim meus rabiscos em tua direção.

Deixo-me confundir para ganhar a tua atenção.

E é bem ai nesse vai e vem pendular de aparente indiferença, que cresce de volume o que estava encolhidinho... Minha sede, fome e loucura, parafuso labial... Tudo difuso e confuso se veste dos mais intensos desejos, na busca da transmutação dos corpos e da mente, focado tão somente, no teu escalpo e em grudar-lhe na pele aveludada. A identidade felina transparece nas masmorras de meu instinto selvagem.

E mergulho fundo no bailado desse emaranhado...

A paciência é minha ciência... Fruto da essência do amor sedutor que vai devagarzinho até deixar a presa molinha entregue ao fascínio do corpo em desalinho, no requebrado mansinho... Sensual e ritmado configurando um espetáculo raro

Pegando firme em teu dorso esguio e apalpando até a alma com a calma de quem sabe que a sincronia da chama, a tudo inflama e que depois compõe no pentagrama da cama em lençóis de cetim o frenesi do gozo mais gostoso e estonteante.

E é bem aí que toda palavra cai ao chão, torna-se vã e a pele fala mais alto pelos murmúrios e sussurros que saem do sopro nascido lá das profundezas mais profundas do corpo em transe e em ebulição.

Dissipam-se as dúvidas quando a musa, diva, ninfeta, deusa das letras, se auto-enuncia na alcova, no palco iluminado por onde se ajoelham seus súditos travestidos de caçadores, mas inconfessos admiradores, desse poder sobrenatural do Amor e da Paz (PEAPAZ), com a inocência saudável sutil e refinada do melhor humor.

Aprenda a possuir-me... Na doação e recepção suprema do amor!

Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/3226655
Veja o poema em vídeo:
Aprenda a possuir-me... Duo: Silvia Mota e Hildebrando Menezes (Regado a Tango)
http://www.youtube.com/watch?v=e2AoGBNIbPw



Mulher X Homem

A MULHER EM MIM...


Sou poeira e chão, terra e madeira - fogo e cinzas no ar a voar...
Estou na lâmina da espada - na lua cheia – faço parte das lendas...
Estou entre os bibelôs da tua estante a te observar...
Me encontrará na arte e literatura - no banho de chuva...
O átomo e figura mítica – água doce - quente ou fria...
Estou dentro das crianças – sou a semente de mostarda...
O tigre selvagem na savana - uma leoa na cama...
Depende da maneira que sou tocada - posso ser mulher faceira...
Flor em teu jardim - pintura e paisagem...
Sou teu sonho viril - a fogueira na clareira...
Rio e cachoeira - estou nas matas do tempo - em silêncio permaneço.
Posso ser paixão e saudades – tudo depende de que forma a alma é forjada...
Sou índia arredia – a loba atrevida - a santa do altar...
Não ouse subestimar esta Criação.
Sou o poder do sagrado feminino - vulcão - o útero de Gaia.

O HOMEM EM MIM...

Sou a semente da explosão que fecunda, cria e destrói a bela natureza nua e crua... É em mim que nascem as possibilidades, à vontade e a convicção do valor da Justiça e da Verdade. Estou na força do caráter, na fraqueza do impulso, na realização serena, incontida e esperada. Meu símbolo é o Sol que aquece, mas também queima se a pele sensível estiver sem proteção. A ciência ainda busca encontrar o fenômeno da minha origem no universo em expansão. Àquele que acredita na vida e no processo evolutivo, dinâmico e permanente. Sou o silêncio, a procura, a renúncia, o grito, o problema, o enigma e a solução. Ainda tenho muito a apreender deste fascinante mundo do conhecimento. Selvagem facilmente domesticável pela ternura e a elegância da alma feminina. Ora viril e educado, reflexivo e prospectivo, um ser pensante, por vezes sereno e angustiado. Gosto do toque, da suavidade sedutora, do perfume, da posse, da entrega e da conquista. Sou a moldura do retrato, o invólucro, o inimaginável, à procura da felicidade. Simples, complexo, côncavo e convexo... Estou sempre de coração aberto. Mas, quando servo só da razão, me torno chato, insosso, inodoro e pragmático. Escravo da economia competitiva... Sou um animal irracional e destrutivo. Uso mal os recursos naturais, destruindo o planeta, fazendo guerras e mutretas. A corrupção está nos meus arquétipos e por ela eu faço tudo para matar a PAZ! Dizem que apesar de tudo isso... Eu ainda tenho jeito... Mas, não sei... Não!

Duo: Luciana Rocha e Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3189822
Veja em vídeo:
Mulher X Homem - Duo: Luciana Rocha e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=H1okreuZTZw



Colhe-me...

Apanhe-me entre milhões de flores, mas leve-me com a raiz e planta-me em seu coração.

Sinto-me seduzido a recolher-te neste terreno fértil e serei zeloso para que o espaço coberto receba afeto e calor necessário a que vivas sem atropelos.

Confesso que tudo o que eu mais quero nesta vida é um amor... Amor verdadeiro.

Não sei o que nos reserva os dias que virão e se nascerá esse amor esperado que não é diferente do teu.

Aquele que zela e cuida, que não agride e que procura, que adoça a boca e não azeda.

Que acolhe no peito, lambe as feridas até dos maus pensamentos.

A proposta é irrecusável e tem mão dupla porque não só apóia como reconforta.

Liguemos nossos vasos afetivos e deixemos rolar a emoção mais límpida e sincera.

Não sangra, não rasga, não afana, nem mesmo profana. Ele nos agrega, nos funde, nos gera tal dínamo ou válvula propulsora, é equilíbrio na corda bamba.

Assim protegidos da insana posse dos egos, o amor prospera no silêncio fecundo, nas esperas, onde a energia magnetiza e nos envolve qual elo a nos tornar unos.

É a proteção quando subimos uma árdua montanha, sim - é este amor que eu quero pra mim.

Estou ávido de tê-lo comigo e regá-lo no regaço do teu colo e no afago de variados beijos cálidos e demorados.

O meu amor chama, grita, inflama, implora, se humilha; - e quando não mais aguenta de tanta agonia, simplesmente ele derrama, evapora...

E haverei de colher na brisa do mar ou na chuva fina que toca meu rosto e me molha com gosto no hálito puro de hortelã que se imortalizou na lembrança do teu riso.

Duo: Luciana Rocha e Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/duetos/3186039
Veja em vídeo:
Colhe-me... Duo: Luciana Rocha e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=82U5yUwgJ5I






Que solidão é esta,
Intrépida e silenciosa...
Que às vezes me bota tão triste
Parece gemer das entranhas

Não adianta carinho ou festa,
Quando sei que nada existe
Por que será que se manifesta?
Cruel suas garras afiadas investe

Parece, não tenho certeza,
Que tudo é ilusório,
Mascara-se em sutilezas
Seu vasto repertório

Nem reza nem oratório;
Levou-os à correnteza
É inferno ou purgatório?
Queria alguma certeza...

Nesta vida malvada,
Sem deus, santo ou nada
Quero a alma depurada
Chega de tanta charada

Flui a vida desgraçada
Profana e não sagrada
Alguém por aí me explica...
Por que o simples complica?

Sem sair desta ingrata,
O que iremos colher?
Fico sem mesmo saber
Onde é o fim da picada

O que fiz a essa malvada?
Estou perdido na mata
Só enfrento encruzilhada
E tento assim sobreviver!

- Frei José de Santa Rita Durão...
Se tiver que pedir... Eu peço!
De joelhos a ti peço Perdão
Mas se não é dele, não?!

Abra portas e janelas da alegria...
Ouça o grito do meu coração
Poesia que reclama sua autoria...
Então é meu mesmo, irmão!

Duo: Jorge Cortás Sader Filho e Hildebrando Menezes
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/2973334
Veja o poema em vídeo:
Solidão de dois irmãos - Duo: Jorge Cortás Sader Filho e Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=Y-f_nl0fio4




Blog EntryMay 8, '11 7:13 PM
for everyone

Vazios

Olho para o papel e a pluma...
O espaço infinito clama... Reclama!
Por palavras que o preencha... Chamam!

Tantos pensamentos aflorando minh’ alma

Relembrando... Acariciando... Implorando
Perguntas sem respostas se dissipando...
Calando... Incomodando... Assolando

Mas nada... Simplesmente nada!

Somente um vazio sem vida, sem inspiração...
A bruma densa... Pesada... Perpassa... Sacode!
Meu humor está mórbido... Coração implode

Como se o mundo subitamente parasse de girar

Afio de fio a pavio... Cartas de navegação
Da terra, do rio, do mar, do ar... Da imaginação
Só um buraco negro... No vácuo... Nem emoção...

Deixando-me imóvel... Sem qualquer reação.

Navegando Amor (Hildebrando Menezes)

Dados Biográficos:

Eu sou um aprendiz de poeta que pode ser encontrado em diversos espaços da internet como: Recanto das Letras com o pseudônimo de navegando amor, Poetas e Escritores do Amor e da Paz – PEAPAZ - Academia de Poetas Escritores e Cronistas – ACAPEC - Poetas Del Mundo e também em busca rápida pelo Google como Hildebrando Souza Menezes Filho

Sou aposentado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq, como Analista em Ciência e Tecnologia – Graduado em Ciências Contábeis, Filosofia Pura e Teologia com mestrado pela Universidade de Brasília-UnB em Desenvolvimento Sustentável.


VideoApr 29, '11 5:49 PM
for everyone
Iluminada é a casa de poemas
Por onde fecunda a sutil inspiração
Sonhos brotam de suas nuas paredes
O que se semeia... Brota pelo chão!

Na casa de poemas o impulso em abrangência
Nascem pelos poros, portas, frestas e janelas
De sua vontade em inquietação repousante
Nas suas entranhas todas as dores, amores, a ciência...

Na casa de poemas o silencio é sossego
É sempre madrugada em afagos da imaginação
Avistam-se as reluzentes estrelas do aconchego
Os sentimentos perfumam as sensações
A nos deixarem plenos, repletos e completos

Emoções a pulsar em ardor das chamas...
Labaredas incendeiam e a tudo inflamam
Na casa de poemas o tempo se faz idéias
Os espaços refletem a lavra bendita da palavra

A vida se distingue no expresso do verbo
Fortalece o fulcro da verve desvendando enigmas
Na velocidade das pulsações de seu paradigma
Na fronteira do imensurável, no elo d’alma poesia
Onde habita a delícia transcendente das magias.

Duo: Lufague e Hilde
http://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscendentais/2934584
NOSSA CASA DE POEMAS! Duo: Lufague e Hilde
http://www.youtube.com/watch?v=mcEPD7plIj4
Considero este poema meio que apoteótico. Senti nele, ao escrevê-lo em duo, como se minha alma estivesse me pedindo a PAZ tão valiosa e necessária. Esbocei em silêncio contemplativo e obediente o que vinha sendo sussurrado por ela, ouvindo também a plenitude d’alma da Lufague pedindo sintonia. Mas faltava música e imagens. Aqui está nosso “triálogo” poético (Enise/Lufague/Hilde)...A retratar o desenho emblemático da Nossa Casa de Poemas. Hilde




Apresentação do lançamento do LIVRO - VERSOS AO LUAR - Volume I...
Uma coletânea de poemas de Enise Barros - Hildebrando Menezes e Lourdes Ramos, lançado pela editora NELPA em abril de 2011.
Neste vídeo alguns trechos de alguns poemas do LIVRO...
Encomendas do livro no portal da Nelpa no endereço
nelpa.com.br/livrariamix

VERSOS AO LUAR - VOLUME I - Enise Barros - Hildebrando Menezes e Lourdes Ramos
http://www.youtube.com/watch?v=qF4-ZUJe6FE



Vagueiam como ébrios traquinas
Pelas praças, avenidas e esquinas
Inocentes criaturas pequeninas
Por todos e quaisquer cantos

Perdidos pelas estradas e ao relento

Voam como pássaros ao vento
Ora ágeis e briguentos... Ora lentos
Num olhar profundo, mas já sem cor
No sorriso esmaecido de menino

Pelas ruas eles andam maltrapilhos

Vagueiam sem destino os pobrezinhos
De coração rachado... Coitadinhos
Barriga vazia e vestes encardidas
Cheirando cola e pedindo esmola

Sem esperança pela vida que os assola

Eles andam pelas ruas sem abrigo
De alma sofrida procuram amigos
De pés descalços escorrem feridas
Sorrisos abafados e pele encardida

Sentimentos doloridos às escondidas

Olhos molhados e roupa encharcada
Olhar ora brilhante, noutro penetrante
Continuam a vida e a lida humilhante
Não sabem por que vagueiam adiante

Com a alma partida e suplicante

Saindo de loucas batalhas extasiantes
Parecem uns heróis calados e anônimos
Penso que ali pode estar o Menino Jesus
Pedindo ao mundo só uma atenção

Ou quem sabe um carinho e proteção
Os meninos que aqui agora estão
Em Portugal, Índia, Brasil, Afeganistão
Pedem a você, a mim, a paz ao mundo

Numa só tradução feita nesta oração.

Dueto: Catarina Camacho & Hildebrando Menezes
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1518846
Veja o poema em vídeo:
Veja pelas ruas... Dueto: Catarina Camacho & Hildebrando Menezes
http://www.youtube.com/watch?v=ay342RbOVnQ

Redescobri este duo com Catarina Camacho após ler um comentário lá no Recanto das Letras do poeta Pinho Sannasc que me tocou fundo n’alma e ele disse assim “Infelizmente nem todas as pessoas têm a sensibilidade poética, que dá ou concede ao poeta um olhar mais humano, capaz de enxergar os problemas sociais com uma solidariedade que lhe é peculiar. Infelizmente para esses pequeninos... Triste, mas um belíssimo texto. Parabéns!” Então resolvi pedir a Enise este vídeo que fala por si só por eles.



VideoMar 26, '11 11:13 AM
for everyone
Sinto-me cercada de todos os mistérios,
da essência de todas as vidas
da existência universal.

Talvez resida aí a intensidade
com que percebo a profundidade de teus textos e a
Generosidade com que lidas com as pessoas.

Observo a perfeição da Natureza,
o nascer luminoso de mais uma manhã,
o formato geométrico de um favo de mel.

Todas as almas possuem este poder,
de estar em contato com a Natureza e sua
Fascinante biodiversidade...
Do mais simples ao mais complexo
de seus elementos constitutivos.

No relógio do tempo a ampulheta segue
devagar, mas inexorável como a lei que marca.
Enquanto isto passam lentos ou rápidos os dias.

Tempo e espaço desaparecem quando
estamos em contato com o Universo,
porque é como se estivéssemos enxertados
Ao coração do Criador.

Nem todos tem inquietudes,
mas eu as tenho, e por isso, nestes ciclos
permanentes revejo minha bagagem e o meu papel.

E é justamente aí que o Criador nos solta
do seu colo, para observarmos como criaturas
Humanas, o quanto temos que apreender e
a valorizar, mesmo pelas inquietudes a
perfeição desejada, da qual a reflexão
é o elemento condutor.

Que terei para levar neste trajeto sem fim?
- A alegria de viver?
A gratidão por tantas bênçãos?
A depuração no sofrer? Tudo isto e muito mais.

Sim! É o somatório do que
conseguimos viver e sentir no curso
de nossa existência. É a herança que trazemos,
Construímos e polimos no relacionamento
com o mundo e com os outros seres.

Meus amores, amigos, afetos,
lições e aprendizagens.
Sonhos concretizados, outros frustrados.
Sei que em todas estas andanças
fiz a minha parte, chorei, sorri e aprendí.

É o conjunto do que conseguimos
viver, sentir e realizar no curso de nossos dias.
Aqui está o testamento de que muitos podem atingir.

O que ainda me for permitido, eu vivo, viverei e viví.
E o mais gostoso disto tudo é que muito ainda há por viver!

Dueto: Arlete Brasil Deretti Fernandes e Hildebrando Menezes.
Assista em vídeo:
ciclo inexorável.wmv
http://www.youtube.com/watch?v=XAomxqBWuQM
Só a possibilidade de escrever com Arlete já era por demais honroso e agora se ver dentro do "ciclo inexorável" acompanhado de sua filha Grazy neste trabalho maravilhoso em vídeo, numa sinfonia com essa magnitude, contendo imagens que nos acariciam o coração e beijam com doçura a nossa alma... Realiza qualquer homem e aprendiz de poeta. Muito obrigado queridas por este momento mágico em minha vida. Serei eternamente grato a vocês duas. Com todo meu afeto e carinho. Hilde.



VideoMar 7, '11 10:39 PM
for everyone
Homenagem a ENISE BARROS, em vídeo, pela ocasião de seu aniversário em 08.03.2011 feita pela nossa embaixatriz Maria Cristina – Cris... lá da Capital da República - Brasília-DF.

A Gente Merece Ser Feliz
Ivan Lins

Tudo que eu fiz... foi ouvir o que o meu peito diz:
"Que apesar de toda mágoa vale a pena...
toda luta para ser feliz"

Tudo que eu quis... foi seguir a mesma diretriz
Confiando e acreditando...
que na vida todo mundo pode ser feliz
É preciso crer no coração porque se não...
não tem razão de se viver
E eu quero ver nascer um tempo bom

Meu peito diz: "Coração da gente é igual país"
Não deu certo uma mudança... você muda de esperança

Porque a gente merece ser feliz
Porque a gente merece ser feliz
Porque a gente merece ser feliz
Porque a gente merece ser feliz
Veja em vídeo:
A gente merece ser feliz - Ivan Lins
http://www.youtube.com/watch?v=GF6tf0ub6y4

MEU COMENTÁRIO:
Claro que todos merecem, mas se há alguém nesse mundo que mais merece ser feliz essa pessoa é a ENISE BARROS. Foi com ela que aprendi a voar e a poetar. Ela é a minha mestra, parceira, psicóloga, “cúmplice”, amiga e confidente de todas as horas, das mais tristes as alegres... Lá está ela a me dar forças e me levantar das quedas e a somar comigo nos vídeos-poemas que escrevemos juntos. Enise querida te desejo que continues a semear talento e amor a todos teus fãs dos quais me incluo nessa lista imensa... De mais de três milhões de pessoas que já assistiram às tuas produções poéticas. PARABÉNS! Um beijo na tua linda e vibrante alma. Do teu parceiro Hilde



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